Associação Humanitária de

Bombeiros Voluntários de Ourém

B.V. Ourém   249 540 500    B. V. Ourém 
C. S. Ourém   249 540 630    C. S. Ourém 
P.S.P. Ourém   249 540 440    P.S.P. Ourém 
G.N.R. Ourém   249 540 310    G.N.R. Ourém 

Índice do artigo

 

[ 1910 - 1919 ] 

 

O nascimento da nossa associação, enquadramento histórico

 

 

No inicio do século XX, o Concelho de Vila Nova de Ourém era composto por nove freguesias, das quais sete eram rurais e apenas duas urbanas ou semi-urbanas (Vila Nova de Ourém e Freixianda). Representando,  8,1% da população total do distrito de Santarém, segundo o censo de 1911.

 

O concelho era mal servido de rede viária, sendo Vila Nova de Ourém atravessada pela única estrada digna desse nome, que fazia a ligação, por Seiça, a Chão de Maçãs, na direcção a Tomar e a Leiria, por Pinhel, Cercal e Pousos. Em relação ao caminho-de-ferro, a situação era um pouco melhor, uma vez que, a partir de Maio de 1863, começou a funcionar a estação de Caxarias. Situada no norte do concelho, servia basicamente para a exportação de madeiras e transporte de passageiros. A estação de Chão de Maçãs, já no concelho de Tomar, era utilizada principalmente pelos habitantes da freguesia de Seiça. Ambas faziam parte da linha do Norte, ligando Lisboa ao Porto.

 

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Esta era a situação que existia no concelho de Via Nova de Ourém quando um conjunto de homens resolveu iniciar os trâmites que conduziriam à criação dos Bombeiros Voluntários de Vila Nova de Ourém.

Embora podendo causar alguma polémica, a data oficial da fundação dos Bombeiros Voluntários de Vila Nova de Ourém não será 7 de Junho de 1911, mas sim a 4 de Janeiro do ano seguinte, quando, por alvará passado pelo Governador Civil de Santarém, Dr. Francisco Nunes Godinho, foram aprovados os Estatutos datados de 7 de Julho de 1911 apresentados pela Comissão Organizadora, composta por António Joaquim de Sousa Leitão, Pedro Álvaro da Rocha Gaspar, José Charters de Azevedo e Luís António Vieira de Magalhães e Vasconcelos.

 O primeiro aquartelamento, segundo alguns testemunhos orais, teria sido em instalações provisórias pertencentes ao Barão de Alvaiázere, na Rua lº de Dezembro. Juntamente com os parcos apetrechos da instituição nessa altura salientava-se uma bomba braçal, que sobreviveu até aos dias de hoje.

 

 

 

img publicacao historia 05

 

 

 

Posteriormente, vieram a instalar-se na Rua Teófilo Braga, junto ao Hospital de Santo Agostinho, num rés do chão amplo, pertencente Joaquim Vieira Verdasca.

 

Dali saíram para a Rua Carvalho Araújo numas dependências da habitação do Comandante Leitão e ergue-se o «Esqueleto» numa propriedade ao tempo de Júlia Teixeira, próximo da actual Rua Dr. Silva Neves.

 

 

 

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